Cássia Eller – O Musical em 2015
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Cássia Eller – O Musical em 2015

“Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher”. Os versos de Renato Russo que Cássia Eller cantou por tantos anos falam muito sobre a personalidade dessa artista, uma verdadeira fera nos palcos, mas que podia ser um bicho arredio fora dele, mulher de poucas palavras, cantora de infinitos sons e uma voz tamanha. Doce e amiga na vida, forte e surpreendente na arte. Com menos de 40 anos de vida e 20 de carreira, Cássia Eller partiu no auge e deixou uma obra eterna. Essa trajetória é encenada em “Cássia Eller –O Musical”, que retorna a Belo Horizonte, onde teve todas as sessões esgotadas na temporada de 2014. As cinco apresentações ocorrem de 20 a 23 de agosto, quinta a domingo, sendo duas no sábado, no Cine Theatro Brasil Valourec.

Com direção de João Fonseca e Vinicius Arneiro, texto de Patrícia Andrade, idealização de Gustavo Nunes e produção da Turbilhão de Ideias Entretenimento, ‘Cássia Eller – o Musical’ tem patrocínio do Banco do Brasil Seguridade. Fenômeno da cena teatral em 2014, o espetáculo estreou no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro, passou por Belo Horizonte, Salvador, São Paulo, Brasília e, novamente, Rio de Janeiro, assistido por mais de 60 mil pessoas.

O papel-título é vivido por Tacy de Campos (que reveza a interpretação com Jana Figarella). Tacy, atriz e cantora de Curitiba, foi escolhida entre mais de 1000 candidatas que se inscreveram para as audições, quando foi definido também o elenco. Eline Porto, Emerson Espíndola, Evelyn Castro, Jana Figarella, Jandir Ferrari, Thainá Gallo, Juliane Bodini e Yanna Sardenberg integram o time.

Para João Fonseca, esse é um espetáculo distinto dos musicais biográficos que ele dirigiu anteriormente (Tim Maia e Cazuza). “É focado no essencial, simples e teatral como a própria Cássia. Apenas cadeiras, os atores e os músicos. A Márcia Rubin elaborou uma coreografia diferente, não é uma dança convencional, mas uma movimentação coreográfica”, acrescenta.

O texto de Patrícia Andrade flagra Cássia ainda antes do início da carreira e acompanha toda a sua trajetória musical – dos primeiros passos como cantora a sua explosão nacional – sem deixar de lado seus amores, em especial Maria Eugênia, companheira com quem criou o filho, Chicão. A autora fez um amplo mergulho na obra da artista e entrevistou familiares e amigos que a ajudaram a construir um mosaico fiel sobre a história da cantora. A direção musical é de Lan Lanh, que tocou anos com Cássia e tem total propriedade na obra da cantora. O roteiro vai desde uma criação autoral quase obscura, como ‘Flor do Sol’, até algumas canções que ficaram imortalizadas por ela, como ‘Malandragem’ (Cazuza/Frejat), ‘Socorro’ (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz) e ‘Por Enquanto’ (Renato Russo). O amigo Nando Reis, que também é retratado no espetáculo, comparece com várias composições no repertório, como ‘All Star’, ‘O Segundo Sol’, ‘Relicário’, ‘Luz dos Olhos’ e ‘E.C.T.’.

A banda é formada por Felipe Caneca (pianista), Pedro Coelho (baixista), Diogo Viola (guitarrista), Mauricio Braga (baterista) e Fernando Caneca (violonista). A ficha técnica do espetáculo completa-se com os figurinos de Marília Carneiro e Lydia Quintaes, iluminação de Maneco Quinderé, cenários de Nello Marrese e Natália Lana e direção de movimento de Márcia Rubin.