Fonchito e a Lua
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Fonchito e a Lua

Ministério da Cultura, Secretaria Estadual de Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Oi

 apresentam 

Banco do Brasil apresenta e patrocina

ADAPTAÇÃO TEATRAL DO LIVRO DE MARIO VARGAS LLOSA,  ‘FONCHITO E A LUA’

FAZ APRESENTAÇÕES EM BELO HORIZONTE DIAS 22 E 23 DE MARÇO

Com direção de Daniel Herz e dramaturgia de Pedro Brício, espetáculo inaugura novo

espaço para as artes cênicas no CCBB-Rio, tem direção  de arte  de Ronaldo Fraga e

trilha sonora de Paulo Santos, do grupo mineiro Uakti

 

Brincadeira é coisa séria. A infância é o laboratório da criação, instantes onde a imaginação flutua, a visão se agiganta e o rascunho de um homem ganha traços definidos. A criança delira, não carrega ainda o peso das convenções ou os limites da racionalidade. Sonhar é para os livres. Mario Vargas Llosa é um dos mais respeitados escritores da atualidade, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura (em 2010) mas é, sobretudo, um sonhador. Trocando em miúdos, uma eterna criança. Ferrenho defensor da liberdade e da igualdade social, aventurou-se pela primeira vez na literatura infantil com ‘Fonchito e a lua’ (2011), marcando um encontro com as crianças de todo o mundo (e com os jovens, adultos e quem mais chegar). Fonchito, a lua e seu universo encantado voam das páginas diretamente para o palco dias 22 e 23 de março, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna em Belo Horizonte, com direção de Daniel Herz e dramaturgia de Pedro Brício. ‘Fonchito e a lua’ é uma realização do Banco do Brasil e Ministério da Cultura, com patrocínio da OI e Multiterminais e apoio cultural do Oi Futuro.

‘Fonchito e a lua’ é uma grande viagem pela descoberta do primeiro amor, mas também uma busca pelo impossível, a fim de torná-lo possível. Através da história de Fonchito e sua tentativa de entregar a lua para sua amada, Vargas Llosa fala novamente sobre a liberdade, a capacidade do homem de conquistar e refazer sua história, temas tão caros a sua obra “adulta”. O texto mergulha ainda na vastidão da cultura dos países da América Latina, em especial do Peru. A montagem teatral propõe uma experiência sensorial, convidando os espectadores a embarcarem nesse passeio, através não apenas da história, mas também da direção de arte de Ronaldo Fraga, da trilha sonora de Paulo Santos – do premiado grupo mineiro Uakti –  e da iluminação de Aurélio de Simoni. Os condutores da jornada são os atores Pablo Sanábio (Fonchito), Felipe Lima(Felipe/poeta), Marino Rocha (Martin/lhama de pelúcia), Raquel Rocha (professora/mãe do Fonchito/mãe da Nereida) e Thais Belchior(Nereida). “O espectador terá um envolvimento total com a peça. Seja na cenografia ou no próprio desenho da cena, o público estará ‘em cena’“, explica Daniel Herz.

Apesar da suposta classificação infantil, ‘Fonchito e a lua’ é um espetáculo para todas as idades, sem jamais infantilizar a linguagem e a narrativa. O próprio Vargas Llosa, à época do lançamento do livro, falou sobre a importância de escrever para as crianças: “foi a realização de um sonho muito antigo, mas é muito mais difícil escrever para crianças do que para adultos. E eu acredito numa necessidade urgente de projetos que fomentem a literatura para os pequenos, uma vez que, possivelmente, seja essa a única saída para evitar o empobrecimento das próximas gerações”. Autor da versão teatral, Pedro Brício endossa a visão do escritor: “Escrever para crianças é mais difícil, elas recebem as informações com muito frescor e intensidade. O texto tem que ter poesia, síntese, originalidade, afeto. Emoção. Pensamento. A comunicação com uma criança é a mais honesta possível”, afirma.

Para Daniel Herz, o espetáculo não tem classificação por ser repleto de singularidades. “O sonho impossível nos acompanha sempre, mesmo quando adultos. Fora isso, temos a proposta de um experimento cênico num espaço não tradicional para uma peça de teatro e a dramaturgia genial do Pedro, acompanhada pela não menos genial direção de arte do Ronaldo Fraga”, exalta. Pedro Brício complementa: “o desafio proposto pela Nereida a Fonchito – “você tem que trazer a lua para mim” – também é instigante para os adultos. É um contrassenso, um absurdo. Os adultos já viveram mais e compreendem os absurdos do amor. O lado dramático e o cômico. É uma história de vencer obstáculos e de conseguir o que parecia ser impossível. De resolver, criativamente, as coisas”.

A transposição para o teatro é um desafio instigante para Pedro Brício, que julga ser necessárias iberdade e coragem para transcender a obra original do autor: “adaptar para o teatro é recriar. O livro de Llosa é bem pequeno, não tem cenas e personagens suficientes para uma peça. É necessário ser infiel, mas tendo a obra daquele autor na cabeça, no coração. Gosto muito dos livros dele. Ao escrever, pensava em algo que fosse fiel à ideia original, ao sentimento do livro. Pensava em algo que, se Llosa fosse ler, que ele pudesse gostar”.

‘Fonchito e a lua’ ocupa um espaço alternativo no CCBB que deu novas possibilidades cênicas para os criadores. O público já embarcará no universo latino antes mesmo de chegar à sala onde se passará a peça, através de uma ambientação especialmente criada para a montagem.

A trilha sonora também foi composta para a cena teatral, com a assinatura de Paulo Santos, do Uakti. “A música tem que compor com essa experiência sensorial. O Uakti traz uma pesquisa de sonoridade perfeita para isso”, explica Daniel Herz. “Eu me inspirei na historia fantástica da peça e  seus  personagens, tomando o caminho sonoro da busca de Fonchito pela lua e a poesia que envolve esta  busca”, explica Paulo Santos.

Sinopse

O pequeno Fonchito morre de vontade dar um beijinho no rosto de Nereida, a menina mais bonita da escola. Mas, como nem tudo é tão simples, Nereida só aceitará o carinho se Fonchito puder lhe trazer, nada mais nada menos, do que a lua! Em Lima, capital peruana onde se passa a história, a lua aparece muito pouco, já que o céu quase sempre está nublado. Como nada é impossível, no terraço de sua própria casa, numa noite de sorte, Fonchito descobrirá uma maneira de conseguir o que tanto queria.

Para Daniel Herz‘Fonchito e a lua’ fala essencialmente da “potência do desejo para fazer do impossível uma possibilidade real”. Essa é a essência da obra de Vargas Llosa, uma metáfora para o sonho de um Peru e de um mundo livre e igualitário. A arte abre as janelas da sensibilidade, alimenta a imaginação e possibilita a formação de um espírito crítico sobre o mundo e o estado das coisas. Ela torna a lua possível. Basta acreditar!

Um pouco mais de Vargas Llosa

Nascido na cidade peruana de Arequipa, em 1936, Mario Vargas Llosa  faz da sua literatura um manifesto a favor da liberdade individual, contra a desigualdade social e a realidade opressiva no Peru. Muitos dos seus escritos são autobiográficos, como ‘A cidade e os Cachorros’ (1963), ‘A Casa Verde’ (1966) e ‘Tia Júlia e o Escrevinhador’ (1977). Em 1991, publicou ‘Peixe na água’, relato de sua experiência como candidato a presidente do Peru.

Em sete de outubro de 2010, foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura pela Academia Sueca de Ciências “por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual”.

Além da sua escrita, Vargas Llosa teve efetiva participação política no seu país. Em 1983, a pedido do próprio presidente Fernando Belaunde Terry, presidiu uma comissão que investigou o assassinato de oito jornalistas, mortos em Ayacucho, durante uma campanha contra o movimento maoísta Sendeiro Luminoso. Em 1987, iniciou o movimento político liberal contra a estatização da economia, que foi de encontro ao presidente Alan García. Em 1990, concorreu à presidência do país com a Frente Demócrata (FREDEMO), partido de centro-direita, vencendo o primeiro turno, mas perdendo para Alberto Fujimori no segundo turno.

Ao longo de sua carreira, Mario Vargas Llosa recebeu inúmeros prêmios e condecorações, além do Nobel. Entre eles, o Prêmio Cervantes, em 1994, o Prêmio Rómulo Gallegos (1967), o Prêmio Nacional de Novela do Peru em 1967, por seu romance ‘A Casa Verde’, o Prêmio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prêmio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997). Em 1993, foi concedido o Prêmio Planeta por seu romance ‘Lituma nos Andes’. É membro da Academia Peruana de Línguas desde 1977, e da Real Academia Española (RAE), desde 1994.

Vargas Llosa foi condecorado pelo governo francês com a Medalha de Honra (em 1985) e tem vários doutorados honoris causa por universidades da Europa, América e Ásia: Universidade de Yale (1994), Universidade de Israel (1998), Harvard (1999), Universidade de Lima (2001), Oxford (2003), Universidade Europeia de Madrid (2005) e Sorbonne (2005).

FICHA TÉCNICA

DO CONTO DE MARIO VARGAS LLOSA

DRAMATURGIA: PEDRO BRÍCIO / DIREÇÃO: DANIEL HERZ / ELENCO: FELIPE LIMA, THAIS BELCHIOR, RAQUEL ROCHA, MARINO ROCHA,   PABLO SANÁBIO E ALEXANDRE BARROS / DIREÇÃO DE ARTE: RONALDO FRAGA / TRILHA SONORA ORIGINAL: PAULO SANTOS (UAKTI) / ILUMINAÇÃO: AURÉLIO DE SIMONI / PROGRAMAÇÃO VISUAL: CHRIS LIMA | EVOLUTIVA ESTUDIO / GESTÃO DO PROJETO: PRIMEIRA PÁGINA PRODUÇÕES CULTURAIS: GABRIELA MENDONÇA E PAULA SALLES / IDEALIZAÇÃO: PABLO SANÁBIO E FELIPE LIMA / REALIZAÇÃO: SEVENX PRODUÇÕES ARTÍSTICAS, O MENINO E AS IDEIAS ENTRETENIMENTO E TRÊS! IDEIAS E SOLUÇÕES CULTURAIS / PATROCÍNIO: BANCO DO BRASIL, Oi, Oi Futuro e Multiterminais

REALIZAÇÃO___ Ministério da Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Secretaria Municipal de Cultura,  SEVENX PRODUÇÕES ARTÍSTICAS, O MENINO E AS IDEIAS ENTRETENIMENTO E PRIMEIRA PÁGINA PRODUÇÕES CULTURAIS

  • Data
    22 e 23 de março
  • Local
    Teatro Oi Futuro Klauss Vianna / Avenida Afonso Pena, 4001, térreo – Mangabeiras
  • Direção
    Daniel Herz
  • Elenco
    FELIPE LIMA, THAIS BELCHIOR, RAQUEL ROCHA, MARINO ROCHA, PABLO SANÁBIO E ALEXANDRE BARROS
  • Outras Informações